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Para que serve a previdência privada?

A previdência privada é um dos investimentos mais realizados para guardar recursos para aposentadoria, permitindo um futuro mais tranquilo, sem depender de outros meios, como a previdência social, ou sendo um complemento a ela. 

Entretanto, engana-se quem pensa que a previdência privada é somente para se aposentar, ela também pode garantir a tranquilidade da sua família no futuro, os estudos dos seus filhos, entre outras possibilidades que esse investimento oferece.

Quer saber mais sobre esse investimento, suas vantagens e como escolher a mais adequada para você? Então, confira neste post! 

O que é previdência privada e para que serve?

A previdência privada é um investimento utilizado para completar a renda da aposentadoria pela previdência social, como a do INSS ou dos fundos de pensão de empresas, por exemplo. 

Os bancos e outras instituições financeiras oferecem a previdência como um plano complementar de renda que poderá ser resgatado no futuro, no prazo estipulado conforme o contrato. Em geral, o tempo de contribuição é de 10, 20 e até 30 anos.

Ao fazer uma previdência privada, é possível fazer contribuições mensais, com quantias definidas e que rendem pelo período determinado na contratação. Além dos pagamentos mensais, o investidor ainda consegue ter a opção de fazer o investimento de uma única vez ou até contribuições adicionais, sempre que quiser.

Na previdência privada, quanto mais você investe e mais tempo seu dinheiro fica investido, maior será a sua rentabilidade. 

Quais as vantagens de se ter uma previdência privada?

Ter uma previdência privada oferece muitos benefícios, como:

Ausência de idade mínima: para começar a investir em uma previdência privada ou fazer o seu resgate, ao contrário da previdência social, não há idade mínima definida. 

Assim, é possível investir em uma previdência privada a qualquer momento.

Dessa forma, além de ser um investimento escolhido para complementar a aposentadoria, a previdência também é a escolha de muitos pais que querem garantir um futuro mais tranquilo para os seus filhos, que podem resgatar os valores no futuro, utilizando para pagar seus estudos e faculdade, por exemplo. 

Afinal, quanto maior o tempo de contribuição, maior será a rentabilidade da previdência. 

Facilidade na contratação: a previdência privada não possui burocracia que dificulta a contratação. E os bancos e financeiras oferecem planos de acordo com o perfil e objetivos do cliente. 

Além disso, algumas instituições permitem que todo o processo seja realizado pela internet, facilitando ainda mais a contratação do plano de previdência privada.

Flexibilidade de resgate e aportes: o aporte inicial é obrigatório na previdência privada, porém, é possível escolher um valor mínimo para investir, que geralmente varia entre R$ 100 até a R$ 100 mil, conforme o plano e instituição.

Outra possibilidade é o valor da contribuição mensal, que pode variar. Ou seja, se em um mês você aplica R$200, mas no próximo mês, se quiser fazer um aporte maior ou menor também é possível. 

Além da flexibilidade dos aportes, há também a de resgate. Diferente da previdência comum, que somente é possível receber os valores após o tempo estipulado na lei ou por invalidez, na previdência privada é você que decide a melhor hora para resgatar seu dinheiro.

As formas de resgate são:

  • Saque do valor total: escolha ideal para comprar um bem mais caro.
  • Renda mensal temporária: opção para receber rendimentos por tempo determinado. 
  • Renda mensal a longo prazo: a mais indicada para o investidor que quer receber os valores investidos como se fosse uma aposentadoria. Ou seja, a longo prazo. Com opção de receber até a morte do beneficiário. 

Portabilidade: outra grande vantagem é trocar de estratégia  ou instituição, quando quiser ou não gostar dos resultados, sem pagar nenhum custo adicional. 

Sucessão patrimonial: Outra vantagem é que a previdência social pode ser utilizada em um planejamento de sucessão patrimonial. Caso ocorra o falecimento do proprietário do plano, os herdeiros podem ter acesso ao recurso imediatamente, sem a necessidade de aguardar o inventário.  

Melhora na disciplina financeira: uma das grandes dificuldades da maioria das pessoas é não conseguir guardar dinheiro. Contudo, fazendo um plano de previdência privada, com aportes mensais, o investidor acaba fazendo uma poupança forçada. 

Além das contribuições mensais serem flexíveis, o investidor pode até escolher débito automático, assim não precisa se preocupar em realizar as aplicações manualmente. 

Como escolher a melhor previdência privada?

Para escolher a melhor opção de previdência para você, considere os seguintes pontos:

1. Escolha o plano conforme o seu perfil

Para escolher o melhor plano de previdência para você, considere o seu perfil, objetivos. Analise as modalidades, taxas e  regime de tributação das opções oferecidas no mercado.

2. Escolha entre PGBL e VGBL

O VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) é um plano ideal para pessoas que realizam declaração simplificada de Imposto de Renda. Nesse plano, a cobrança do IR é sobre os rendimentos. 

O PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) é mais adequado para pessoas que realizam declaração completa. Nesse plano, a dedução anual do imposto pode ser de 12% da renda anual. Porém, a cobrança do IR é feita sobre o valor total do plano de previdência.

Resumindo qual é o plano ideal:

PGBL – pra quem faz declaração completa de IR;

VGBL – Para quem faz declaração simplificada de IR.

3. Escolha um regime de tributação

O imposto de renda (IR) incide sobre esse investimento na hora do recebimento da renda ou do resgate. Nesse caso, é possível optar por tributação regressiva ou progressiva. 

Na tributação regressiva é ideal para planos a longo prazo, ou seja, 10 anos ou mais. Nesse caso, o IR pode chegar até 10%.

Na tributação progressiva é ideal para quem não tem um planejamento ou precisa utilizar o dinheiro mais rápido, Nesse caso, o IR na fonte é de 15% na primeira etapa, podendo ficar entre 0% a 27,5% na segunda etapa, conforme a declaração anual.  

4. Avalie as taxas de carregamento e administração

Avalie as taxas de administração e carregamento dos planos. A taxa de carregamento é cobrada para cobrir as despesas com colocação,  corretagem e administração do plano. 

Existem 3 tipos de taxas de carregamento:

  • Antecipada: cobrada no aporte;
  • Híbrida: cobrada nos aportes, resgates e portabilidade;
  • Postecipada: cobrada nos resgates ou portabilidade.

Atualmente são poucas instituições que continuam cobrando essa taxa. A grande maioria dá isenção da taxa de carregamento porém é importante ficar atento.

5. Defina a estratégia de investimentos 

O que muita gente não sabe é que é possível investir nas mais variadas estratégias de investimentos dentro de um plano de previdência. 

O que acontece é que dentro de um plano você tem fundos de investimentos, e esses fundos de investimentos podem ter estratégias em: 

  • Renda variável (bolsa de valores); 
  • Multimercados; 
  • Estratégias no mercado internacional; 
  • renda fixa. 

Quanto rende uma previdência privada atualmente?

O rendimento da previdência privada pode variar de acordo com a estratégia definida. 

 

Os melhores fundos de PGBL/VGBL tiveram rentabilidade média de 24,4%, representando 409,6% do CDI, os piores tiveram 4,4%, ou 73,6%, segundo dados de 2019 divulgados pela Prevue/Guruprev.

 

Dessa forma, é preciso analisar bem as opções oferecidas no mercado antes de escolher um plano de previdência. 

 

É muito importante analisar recorrentemente as estratégias de investimentos dos planos de previdência. Muita gente acredita que basta escolher uma estratégia e aguardar.

 

A economia é cíclica, e de tempos em tempos é necessário avaliar a estratégia.

Quem devo procurar para tirar minhas dúvidas com relação a taxa e a escolha da instituição?

A assessoria de investimentos é indicada para orientar e tirar suas dúvidas sobre a previdência privada, taxa e escolha da instituição para investir.

 

Somente um especialista em investimentos pode analisar o objetivo do cliente e, consequentemente, definir as melhores estratégias e opções de previdência do mercado para cada perfil de 

investidor.

A previdência pode vir no lugar da aposentadoria?

A previdência privada contribui para uma vida e aposentadoria mais tranquilas, porém, não substitui a contribuição ao INSS.

 

O investimento na previdência é muito utilizado como uma forma de  complementar a renda, permitindo manter o padrão de vida após a aposentadoria. 

Conclusão

Investir na previdência privada é uma boa opção para alguns casos e plano contratado. Para evitar transtornos, o recomendado é contar com um especialista para analisar e ajudar na escolha do melhor plano de previdência conforme o seus objetivos e perfil. 

 

Quer saber como aplicar o seu dinheiro com a ajuda de profissionais do mercado? Então não deixe de falar com os especialistas da Atrio para não perder nenhuma oportunidade!

 

Gostou de saber para que serve a previdência privada? Então, se quiser ficar por dentro de conteúdos e novidades sobre investimentos e mercado financeiro, acompanhe sempre o blog da Atrio!

 

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Taxa Selic: saiba o que é, para que serve e como começar a investir

A taxa Selic, também conhecida como taxa básica de juros, é fundamental para a economia brasileira, instituições financeiras e investimentos. 

 

A cada 45 dias, a Selic é atualizada pelo Copom, que define se a taxa sofrerá alterações no próximo período. Assim, ela pode se manter estável, diminuir ou aumentar, conforme a determinação desse comitê ligado ao Banco Central (BACEN).

 

Em 2020, a baixa histórica da Selic foi definida pelo Copom, com taxa de 2,0%, a mínima já registrada até o momento. A decisão tomada pelo órgão teve como objetivo incentivar o consumo, baratear os custos de créditos oferecidos à população e incentivar a produção. 

 

Para se tornar investidor, é essencial conhecer o que é a taxa Selic, a sua importância para a economia e também para os investimentos financeiros. Quer saber mais? Então, confira o que é a Selic, para que serve e como começar a investir! 

O que é a Taxa Selic?

O Sistema Especial de Liquidação e Custódia, mais conhecido como Selic, é utilizado como a taxa básica de juros, influenciando as demais taxas de juros do país. 

 

O Comitê de Política Econômica (Copom) do Banco Central (BACEN) é o órgão responsável por definir a meta da Selic, constituído pelos seus diretores e presidente. 

 

Além de definir a meta da Selic, o Copom também utiliza ferramentas, como a negociação de títulos públicos para que a taxa de juros fique mais próxima do que foi estipulado para o período.

 

A reunião do Copom possui calendário definido e acontece a cada um mês e meio, com duração de dois dias, além de definir a meta para a taxa básica de juros para os próximos dias 45 dias, o órgão também discute sobre:

 

  • Comportamento dos mercados;
  • Economia brasileira e internacional e suas perspectivas;
  • Analisam as condições de liquidez.

 

Antes da votação e definição da meta da Selic para os próximos 45 dias, o Copom analisa todos esses pontos do cenário econômico. No mesmo dia, o órgão divulga pela internet o resultado da votação. 

 

Outro procedimento necessário é a divulgação da ata da reunião, que ocorre 6 dias úteis após o encontro. Esse documento é importante para manter a comunicação entre o Banco Central (BACEN) e a população, principalmente com o mercado e seus agentes. 

 

Com uma comunicação transparente, a população tem mais confiança para tomar decisões, como solicitar empréstimos, por exemplo, pois sabe que a taxa de juros se manterá estável assim como a inflação. O mesmo é válido para os empresários que tomam decisões considerando as determinações do Copom.

 

Além desse comunicado, o Copom divulga diversos documentos para explicar e contextualizar suas decisões, baseadas na evolução e perspectivas para a economia do país. 

Para que serve a taxa Selic?

A Selic é a taxa de juros básica utilizada no Brasil, ou seja, é o índice utilizado pela política monetária para determinar e controlar as outras taxas de juros do país. Além dessa finalidade, a Selic também baliza a remuneração das instituições financeiras ao negociar títulos públicos.

 

Entretanto, mesmo com a definição da meta da taxa básica de juros feita pelo Copom, é necessário que outras medidas sejam tomadas para que ela seja alcançada. Com isso, o Banco Central (BACEN) negocia títulos públicos com as instituições financeiras.

 

Como aplicar na taxa Selic?

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Os investimentos podem ser interessantes tanto com a Selic em alta, quanto em baixa, já que as movimentações da taxa básica de juros influenciam na remuneração.

 

Os títulos de crédito, por exemplo, conhecidos como CDB (Certificado de Depósito Bancário) são utilizados para financiar as operações das instituições financeiras. 

 

Para isso, elas oferecem esses títulos aos investidores em troca de uma remuneração, geralmente, com juros superiores ao da poupança, variando conforme o título e com influência da Selic. Posteriormente, as instituições financeiras emprestam esses valores a juros mais altos em créditos como empréstimos e financiamentos.

 

Contudo, há títulos que sofrem as alterações imediatas da taxa básica de juros, é o caso dos títulos do Tesouro Direto, como o Tesouro Selic, que altera sua remuneração assim que há alterações na Selic.

 

Assim, em períodos em que a Selic tem alta, os títulos públicos tendem a ser uma boa escolha para investimento.  

Quais os primeiros passos para começar os investimentos?

Para começar a investir em títulos públicos, é importante ter conhecimento sobre educação financeira, conhecer o seu perfil de investidor e procurar um especialista em investimentos. 

Como investir na taxa Selic?

O tesouro direto é um dos investimentos mais indicados para quem deseja atingir seus objetivos financeiros de curto a longo prazo e com aplicações seguras.

 

Para começar a investir nesses títulos não é necessário ter um grande aporte, já que é possível realizar aplicações a partir de R$30,00. A remuneração é paga ao investidor durante o período que o título fica aplicado. 

 

O investimento em títulos de renda fixa como o tesouro direto, que sofre influência imediata da taxa Selic, oferece muitos benefícios ao investidor, como:

 

  • Rentabilidade;
  • Liquidez;
  • Acessível;
  • Segurança;
  • Variedade;
  • Facilidade. 

 

Além do Tesouro Selic, outros títulos são emitidos pelo Tesouro Nacional e possuem boa rentabilidade a médio e longo prazo, como:

 

  • Tesouro IPCA+ com juros semestrais;
  • Tesouro Prefixado com juros semestrais;
  • Tesouro IPCA+;
  • Tesouro Prefixado.

 

Os títulos públicos do Tesouro Direto são recomendados para diversificação de investimentos, investidor iniciante ou com perfil mais conservador. Por terem boa liquidez, oferecem muita flexibilidade ao investidor, que pode resgatar os valores quando quiser. 

 

Além disso, oferecem muita praticidade, pois os títulos do Tesouro Direto são investimentos que podem ser realizados pela internet, através de uma corretora ou banco. 

 

No Tesouro Selic, por exemplo, investimentos de até R$10 mil são isentos de taxas.   

 

Com valor mínimo de R$30,00 já é possível começar a investir no Tesouro Direto, e o máximo é de um milhão por mês.

Quem devo procurar para começar a investir na taxa Selic?

Para começar a investir em títulos atrelados à taxa Selic, é essencial procurar um especialista em investimentos. 

 

Dessa forma, você terá as orientações necessárias para começar a investir com estratégias utilizadas no mercado financeiro e de acordo com o seu perfil de investidor.

 

Para iniciar seus investimentos em títulos ligados à Selic, além de contar com a orientação e estratégias de um especialista, é necessário abrir uma conta em uma corretora de valores. 

 

Abra sua conta e comece a investir com segurança, rapidez e atendimento personalizado! 

Conclusão

Agora que você já conhece o que é a taxa Selic, sua importância e investimentos atrelados a ela. Não deixe de buscar orientações de um especialista para começar a investir nesses títulos e alavancar os resultados dos seus investimentos.

 

Quer saber como aplicar o seu dinheiro com a ajuda de profissionais do mercado? Então não deixe de falar com os especialistas da Atrio para não perder nenhuma oportunidade!

 

Gostou de saber mais sobre os investimentos na taxa Selic? Então, se quiser ficar por dentro de conteúdos e novidades sobre investimentos e mercado financeiro, acompanhe sempre o blog da Atrio!