1. HOME
  2. »
  3. Investimentos
  4. »
  5. Selic em alta: 5 alternativas para investir na renda fixa

Selic em alta: 5 alternativas para investir na renda fixa

TA política monetária do Brasil é comandada pelo Banco Central (Bacen) e, entre as medidas adotadas, há a definição da Selic. A taxa pode ser alterada a cada 45 dias e, em momentos de inflação alta, ela tende a ser elevada para controlar o acesso ao crédito. Nesse cenário, investir na Selic pode ser uma alternativa atrativa.

Antes de recorrer às oportunidades, entretanto, é preciso conhecer as aplicações de renda fixa que podem ajudar. Assim, se torna mais fácil selecionar os investimentos que fizerem mais sentido para o seu perfil e para a sua estratégia.

Na sequência, conheça 5 alternativas para investir em títulos alinhados ao cenário de Selic em alta!

O que é a Selic e como ela afeta os investimentos?

A Selic também é conhecida como a taxa básica de juros da economia. Ela é um dos principais indicadores do mercado e serve como referência para todas as outras taxas praticadas.

Por conta de seu funcionamento, a Selic tem influência direta no mercado financeiro — com destaque para os investimentos de renda fixa. Na prática, ela interfere direta ou indiretamente no retorno dessas aplicações.

Em geral, a Selic em alta faz com que investir na renda fixa se torne mais rentável, enquanto a baixa pode deixá-la menos atrativa. Ademais, existem opções com diferentes lógicas de rentabilidade. Ela pode ser prefixada (taxa de juros fixa), pós-fixada (atrelada a um índice), ou híbrida (índice + taxa).

Nos títulos pós-fixados, o rendimento costuma acontecer com base na Selic ou no Certificado de Depósitos Interbancários (CDI) — que fica pouco abaixo da Selic e acompanha seu movimento. Logo, investimentos indexados ao CDI também são afetados pela taxa básica de juros.

Já os títulos prefixados e os híbridos dependem da curva de juros e das tendências dessa taxa. Se a Selic aumenta, o retorno prefixado fica maior. Sendo assim, os movimentos da Selic podem interferir na rentabilidade da sua carteira.

5 Alternativas de investimentos de renda fixa

Agora que você sabe qual o impacto da Selic sobre um investimento de renda fixa, vale a pena saber quais são as possibilidades do mercado. Desse modo, você pode aproveitar os movimentos da taxa a seu favor.

A seguir, conheça 5 investimentos em renda fixa e descubra como eles funcionam!

1. Tesouro Selic

Para investir na Selic, uma das principais alternativas é o Tesouro Selic. Esse é um título público, emitido pelo Tesouro Nacional e negociado na plataforma do Tesouro Direto com a finalidade de captar recursos para o Governo Federal.

Para tanto, ele oferece um retorno baseado na taxa básica de juros. O Tesouro Selic também tem liquidez diária, pois o Tesouro garante a recompra dos títulos públicos. Logo, você pode resgatá-lo antes do vencimento, a qualquer dia.

Ele também é considerado bastante seguro, pois é inteiramente garantido pelo Tesouro Nacional e tem o chamado risco soberano. Desse modo, pode ser uma alternativa para quem busca formas de como investir dinheiro com mais segurança.

2. Tesouro Prefixado

O Tesouro Prefixado também é um título público, mas seu rendimento é dado por uma taxa fixa e definida previamente. É comum que a taxa seja maior que a Selic, como forma de tornar a aplicação mais atrativa que o Tesouro Selic, por exemplo.

Ele tem as mesmas características de segurança do Tesouro Selic e tem liquidez diária. Porém, o Tesouro Prefixado sofre efeitos da chamada marcação a mercado. Esse é um mecanismo de precificação dos títulos, adotado em caso de resgate antecipado.

Se você resgatar o título antecipadamente, ele será recomprado pelo Governo considerando o preço de mercado, que pode ser maior ou menor que o de compra. Logo, a taxa de juros indicada só é garantida se o título for levado até o vencimento.

Para cenários em que a Selic está elevada, mas com perspectiva de recuo em breve, o Tesouro Prefixado pode ser uma alternativa a ser avaliada.

3. Tesouro IPCA

O Tesouro IPCA é um título híbrido, então sua rentabilidade é composta por duas partes. Dessa forma, ele é atrelado ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação do Brasil, mais uma taxa fixa.

Assim como acontece com o Tesouro Prefixado, o Tesouro IPCA tem liquidez diária, mas sofre a marcação a mercado. Portanto, é preciso levá-lo ao vencimento para garantir o retorno acordado.

4. Títulos privados

A renda fixa também é formada por títulos privados, emitidos por instituições financeiras para a captação de recursos. Entre os mais conhecidos estão o certificado de depósito bancário (CDB), letra de crédito imobiliário (LCI) e letra de crédito do agronegócio (LCA).

O retorno dessas aplicações pode ser prefixado, pós-fixado ou híbrido. No caso dos títulos pós-fixados, é comum que eles reflitam uma porcentagem do CDI. Em relação ao prazo, existem títulos de curto, médio e longo prazo, com regras distintas de liquidez.

Já sobre a segurança, diversos títulos privados são protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A entidade cobre R$ 250 mil por título, por CPF e por instituição. O limite global é de R$ 1 milhão, renovável a cada 4 anos. A diferença é que o CDB tem incidência de Imposto de Renda, enquanto as LCIs e LCAs são isentas para pessoa física.

5. Crédito privado

Se você quiser investir na Selic, também pode ser interessante pensar no crédito privado. Ele reúne aplicações de renda fixa com mais riscos, mas que podem oferecer maior potencial de ganhos.

Entre as alternativas estão as debêntures, que são títulos de dívidas de empresas. Elas costumam ter baixa liquidez e prazo de vencimento entre 2 e 5 anos — embora os prazos também possam ser maiores.

Ainda, é possível investir em certificado de recebíveis imobiliários (CRI) e certificado de recebíveis do agronegócio (CRA). Eles são emitidos por securitizadoras e envolvem direitos creditórios de empresas desses setores. Contudo, as alternativas do crédito privado não têm proteção do FGC.

Como investir na Selic?

Como você viu, existem muitas oportunidades para investir na Selic, com títulos públicos e privados. Contudo, antes de aproveitar essas alternativas, é necessário identificar seu perfil de investidor e objetivos.

Investir em títulos ligados à Selic em um momento de alta pode ser uma forma de explorar as condições do cenário, mas também de diversificar a carteira. Ademais, é preciso entender o nível de risco que você está disposto a correr, mesmo na renda fixa.

Para auxiliar nessa identificação, você pode contar com uma assessoria de investimentos. Além de contribuir para a identificação do perfil, você será apresentado às diferentes aplicações e poderá tomar decisões mais embasadas.

Agora você conhece 5 opções para investir na Selic que podem ser interessantes quando a taxa estiver elevada. Com essas alternativas, você poderá compor a carteira de acordo com seus interesses e características, utilizando os títulos de renda fixa para auxiliar em sua estratégia.

Gostou de conhecer essas aplicações? Para saber mais sobre o mercado financeiro e suas oportunidades, entre em contato conosco da Atrio Investimentos!

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp

quer saber mais sobre investimentos?